Sábado, 23 de Maio de 2009

Tibet - 58 anos depois do "Acordo entre o Governo central do Povo e o Governo Local do Tibete sobre medidas para a Pacífica Libertação do Tibete"




23 de Maio de 1951

A nação tibetana é uma das nacionalidades com uma longa história dentro das fronteiras da China e, como muitas outras, tem cumprido o glorioso dever de colaborar na criação e desenvolvimento da Grande Nação Mãe. Mas durante os últimos cem anos ou mesmo mais, forças imperialistas penetraram na China, e em consequência, penetraram igualmente na região do Tibete promovendo todo o tipo de enganos e provocações. Da mesma forma que os governos reaccionários anteriores, o governo reaccionário do KMT (Kuomintang) continuou a promover uma política de opressão e espalhou a discórdia entre as nacionalidades, causando desunião e divisão entre o povo Tibetano. O Governo Local do Tibete não se opôs ao engano imperialista e às suas provocações, tendo adoptado antes uma atitude anti patriótica perante a Grande Nação Mãe. Sob essas circunstâncias, o povo e a nação tibetana foram mergulhadas nas profundezas da escravatura e sofrimento.
Em 1949 durante a Guerra de Libertação do Povo Chinês, conseguiu-se obter a vitória à escala da nação; o inimigo comum interno de todas as nações - o governo reaccionário do KMT - foi derrotado; e o inimigo comum externo - as agressivas forças imperialistas - foram expulsas. Nesta base, foi anunciada a fundação da República Popular Chinesa e do Governo Central do Povo.
De acordo com o Programa Comum, deliberado pela Conferência Política Consultiva do Povo Chinês, o Governo Central do Povo declarou que todas as nações dentro das fronteiras da República popular da China são iguais, e que devem estabelecer a unidade e ajuda mútua e opor-se ao imperialismo e aos seus inimigos comuns, por forma a que a República Popular da China se torne numa grande família de fraternidade e cooperação, composta por todas as suas nacionalidades. Dentro desta grande família de nações da República Popular da China, a autonomia regional nacional é para ser exercida nas áreas onde as minorias nacionais se encontram concentradas, e todas as minorias nacionais devem ter liberdade para desenvolver as suas línguas quer escritas quer orais e para preservar ou reformar os seus costumes, hábitos, e crenças religiosas, e o Governo Central do Povo deverá prestar apoio a todas as minorias nacionais para o desenvolvimento do trabalho de construção político, económico, cultural e educacional. Desta forma, todas as nações do país, com excepção do Tibete e de Taiwan, obtiveram a liberdade. Sob a liderança unificada do Governo central do Povo, e da liderança directa das altas cúpulas dos Governos do Povo, todas as minorias nacionais, gozam plenamente do direito de igualdade nacional e exerceram ou estão ao exercer autonomia regional nacional.
Por forma a que as influencias das agressivas forças imperialistas no Tibete sejam eliminadas com sucesso, a unificação do território e a soberania da República Popular da China seja conseguida; a defesa da nação salvaguardada;
Por forma a que a nação tibetana e o seu povo sejam libertados e possam regressar à grande família da República Popular da China para usufruirem dos mesmos direitos de igualdade nacional como todas as outras nações do país e desenvolver o seu trabalho político, económico, cultural e educacional, o Governo Central do Povo, quando ordenou que o Exército de Libertação do Povo marchasse sobre o Tibete, notificou o Governo Local do Tibete para que enviasse delegados junto das Autoridades Centrais para que se dialogasse no sentido de se concluir um acordo de medidas para a pacífica libertação do Tibete. Em finais de Abril de 1951, os delegados com poderes totais do Governo Local Tibetano chegaram a Pequim. O Governo Central do Povo designou representantes com poderes absolutos para conduzir as conversações numa base amistosa com os delegados do Governo Local Tibetano. O resultado das conversações foi que ambas as partes concordaram em estabelecer o seguinte acordo e garantir a sua implementação.

1 - O povo tibetano unir-se-à e expulsará as forças agressivas imperialistas do Tibete para que o povo tibetano possa regressar para a grande família da mãe pátria - A república Popular da China.

2 - O Governo Local do Tibete assistirá activamente o Exército de Libertação do Povo a entrar no Tibete e a consolidar as defesas nacionais.

3 - De acordo com a política do programa comum da Conferência Política Consultiva do povo Chinês o povo Tibetano tem o direito de exercer a autonomia regional nacional sob a liderança unificada do Governo Central do Povo.

4 - As Autoridades Centrais não alterarão o sistema político actual no Tibete. As autoridades centrais não alterarão também o status, funções e poderes do Dalai Lama. Os funcionários dos vários níveis deverão manter as suas funções habituais.

5 - O status, funções e poderes do Panchen Lama manter-se-ão inalteradas.

6 - Por status, funções e poderes do Dalai Lama e do Panchen Lama, dever-se-á entender o status, funções e poderes do 13º Dalai Lama e do 9º Panchen Lama quando os mesmos se encontravam em relações amigáveis e de amizade entre eles.

7 - A política de crença religiosa preconizada pelo Programa Comum da Conferência Política Consultiva do Povo Chinês será protegida. As Autoridades Centrais não afectarão as receitas dos mosteiros.

8 - As Forças Militares Tibetanas serão reorganizadas passo a passo dentro do Exército de Libertação do Povo e serão parte das forças de defesa do Governo Central do Povo.

9 - A língua escrita e falada e a educação escolar da nação tibetana serão desenvolvidas passo a passo de acordo com as condições actuais do Tibete.

10 - A agricultura, criação de gado, indústria e comércio tibetanos serão desenvolvidos passo a passo e estilo de vida do povo será melhorado passo a passo de acordo com as condições actuais do Tibete.

11 - No que se refere às várias reformas no Tibete não haverá imposição pelas Autoridades Centrais. O Governo Local Tibetano deverá implementar as reformas conforme entender, e quando o povo solicitar reformas, as mesmas deverão ser implementadas com a consulta das pessoas encarregues pelo Tibete.

12 - Desde que os antigos funcionários pró-imperialistas e pró-kuomintang cessem resolutamente relações com o imperialismo e o Kuomintang e não se envolvam em actividades de sabotagem ou resistência, poderão conservar os seus postos, apesar do seu passado.

13 - O Exército de Libertação do Povo, ao entrar no Tibete cumprirá as políticas atrás mencionadas e será justo em todas as vendas e compras e não retirará nem que seja uma agulha ou o que quer que seja arbitrariamente ao povo.

14- O Governo Central do Povo conduzirá todos os negócios estrangeiros da área do Tibete; haverá coexistência pacífica com os países vizinhos bem como o desenvolvimento e estabelecimento de relações comerciais justas com eles tendo por base a igualdade, o benefício mútuo e mútuo respeito pelo território e soberania.

15 - Por forma a garantir a implementação deste acordo, o Governo Central do Povo, instalará um Comité Militar e Administrativo e um Quartel General no Tibete, e à parte do pessoal enviado pelo Governo Central do Povo este deverá absorver o máximo possível de pessoal tibetano. O pessoal tibetano que tomará parte no Comité Militar e Administrativo incluirá elementos patrióticos do Governo Local Tibetano, vários mosteiros locais ou principais. A lista de nomes deverá ser preparada depois da consulta entre os representantes do Governo Central do Povo e os vários quadrantes interessados e terá que ser submetida ao Governo Central do Povo para aprovação.

16 - Os fundos necessários para o Comité Militar e Administrativo, para o Quartel General bem como para o Exército de Libertação do Povo que vai entrar no Tibete serão fornecidos pelo Governo Central do Povo. O Governo Local Tibetano deverá assistir o Exército de Libertação do Povo na compra e transporte de alimentos, roupas e noutras necessidades diárias.

17 - Este acordo entrará em vigor imediatamente após as assinaturas e selos lhe serem afixadas.

Domingo, 17 de Maio de 2009

O Lambão

Estado de coisas

Naturalmente acredita que algumas pessoas acham que os cargos que ocupam lhes são devidos por nascimento e que o conservadorismo é a adicção dos snobes. Também considera que a direita chique deste país está envenenada pela Igreja, que considera a mais vil invenção da humanidade, baseada aparentemente num modelo de bem. A Igreja destrói a personalidade e não é, como apregoam os seus "meninos de coro", uma escola de virtudes. Abomina os meninos burgueses e os novos "benzocas". Putos de cabelo comprido e tiques nervosos e medalhas de santinhos ao peito. Adora o trabalho e considera que é a única forma de produzir riqueza. Considera que essa riqueza deve ser redestribuída para gerar ainda mais riqueza e defende que deve haver uma nova revolução. O quanto mais depressa, melhor...

Terça-feira, 12 de Maio de 2009

A modinha....




Hoje, perdi metade do meu dia numa reunião numa empresa que, de tanto estar absorta com o seu umbigo perde terreno a olhos vistos perante a sua concorrência.
Estranhamente não consegui que as pessoas que constantemente inventaram as mais descabidas questões percebessem a diferença entre não ter nada e ter alguma coisa.
Creio que muitas delas desejam o perpetuar de uma situação estagnada. Essas são as que dominam nos dias de hoje, e que tudo farão para que as coisas se mantenham.
Enfim. É a velha modinha de sempre. Um "lost in detail"...

Sábado, 2 de Maio de 2009

À Hora dos Tritões


Mais um dia. Mais uma noite. Ouço o suave murmúrio das águas. Estão encantadas.
A lógica sombria de uma voz que apregoa a felicidade. Um relógio num estação apinhada de ovelhas prontas para o matadouro. A fome que faz desmesuradas barrigas.
O Negro.
Caravelas ancoradas, naus de pimenta-do- reino e sonhos peregrinos à Terra Santa dos Altares Profanos. A luz que insiste em cegar as estrelas. Um olhar atónito do mundo surdo.
Uma nota ao longe como um violino solitário.
Regressa a casa a alma em desassossego para encontrar os túmulos vazios de tanto choro. Neste momento o mundo vê a sua face transfigurada.
A paz de uma calçada na madrugada, um baloiço vazio ao vento. O sangue corre dentro de mim como numa caldeira assombrosa.
Suspiro como um canto. A sereia sonha com os Tritões. A morte chega pela frescura da manhã de Primavera.
O lago, o cisne alado de branco... a forma... o conteúdo...

Chegou a hora dos Tritões.

Sábado, 25 de Abril de 2009

Liberdade 25/4


Esvai-se o som na noite
sob o perfume das flores-
um sino tocou.

Matsuo Bashô
(era uma Quinta-feira de Abril)

Quarta-feira, 22 de Abril de 2009

Dia da Terra

No dia 22 de Abril celebra-se o Dia da Terra. O pensamento sobre a existência de um dia como este de facto surpreende-me essencialmente com a sua necessidade.

Na verdade vivemos sob a ameaça de uma catástrofe natural. A nossa Terra corre sérios riscos de desaparecer das nossas vidas. Somos demasiados e consumimos demasiadamente. Torna-se arriscado (passe o alarmismo) viver descuidadamente e sem nenhuma restrição, abusando dos recursos e deixando aquilo que se chama uma “pegada ecológica”.

O que posso desejar para este “Dia da Terra” é que inspire as pessoas a tomarem os cuidados necessários para deixar às gerações vindouras.

Deixemos então as palavras. Façamos o teste e passemos à acção. Eu passei.


Definição de “Pegada Ecológica”

An ecological footprint measures the land and sea area people require to produce resources that we consume. This includes our food, our clothes, fuel we use for our cars and building materials for our homes. It also measures how much land and water is required to deal with the waste products of our consumption, such as carbon dioxide and rubbish.