sábado, 25 de abril de 2009

Liberdade 25/4


Esvai-se o som na noite
sob o perfume das flores-
um sino tocou.

Matsuo Bashô
(era uma Quinta-feira de Abril)

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Dia da Terra

No dia 22 de Abril celebra-se o Dia da Terra. O pensamento sobre a existência de um dia como este de facto surpreende-me essencialmente com a sua necessidade.

Na verdade vivemos sob a ameaça de uma catástrofe natural. A nossa Terra corre sérios riscos de desaparecer das nossas vidas. Somos demasiados e consumimos demasiadamente. Torna-se arriscado (passe o alarmismo) viver descuidadamente e sem nenhuma restrição, abusando dos recursos e deixando aquilo que se chama uma “pegada ecológica”.

O que posso desejar para este “Dia da Terra” é que inspire as pessoas a tomarem os cuidados necessários para deixar às gerações vindouras.

Deixemos então as palavras. Façamos o teste e passemos à acção. Eu passei.


Definição de “Pegada Ecológica”

An ecological footprint measures the land and sea area people require to produce resources that we consume. This includes our food, our clothes, fuel we use for our cars and building materials for our homes. It also measures how much land and water is required to deal with the waste products of our consumption, such as carbon dioxide and rubbish.

domingo, 12 de abril de 2009

Funcionários da Loja do Cidadão de Faro obrigados a "Dressing Code"

Será Revolução de Abril ao fim de 35 anos uma farsa? Todos fomos aos poucos perdendo a inocência e a poesia de uma revolução que nos podia ter feito um povo novo e melhor. Um povo de progresso. E no princípio talvez assim tenha sido. No entanto o tempo foi passando e as conquistas, que francamente não percebo porque assim são chamadas, dado que a meu ver se tratam essencialmente de evoluções naturais que estavam impedidas de surgir, foram-se perdendo e desvanecendo. Esta notícia aparece no jornal da noite da SIC e pretende-se com ela dar um pouco de animação a uma sexta-feira Santa já mais que morta e enterrada. Uma espécie de “Regresso ao Futuro II” ou “Os Dez Mandamentos” ou até a “Música no Coração”… algo repetido vezes sem conta mas que apela sempre ao eterno saudosismo português. O mais estranho, de facto corresponde à subtil informação que nos vem de Faro, após a notícia acabada de transmitir sobre a indignação de alguns políticos de Abril que, referindo-se ao estado das coisas anunciam a sua preocupação e desespero pelo caminho que a revolução acabou por levar. Mário Soares e Manuel Alegre.
Na verdade indigna-me estas posições de força dos patrões e dos governos que debaixo da pata da democracia tentam sempre e constantemente dar asas a uma postura de poder absoluto. Isto é, numa sexta-feira santa em que Cristo (o filho de Deus) está morto, o demónio anda à solta. O demónio que os tenta a deixarem-se levar pelo desejo de serem nem que seja nestas pequenas coisas umas espécies de tiranos.
Só concebo estas atitudes de demonstração de poder para dar algumas notas. A primeira das notas é a da despersonalização. Ou seja o vestuário tendencialmente igual indiferencia as pessoas e identifica-as como pertença a um grupo. Assustador que o Estado promova a indiferenciação por pertença. Neste momento poderemos todos estar certos que seremos atendidos indiferenciadamente por qualquer pessoa daquele grupo. A segunda das notas está intimamente relacionada com aquilo a que gosto de chamar de “síndroma da farda”. Quero dizer com isto que se o estado não tem dinheiro para pagar as fardas que deseja sejam utilizadas pelos seus colaboradores deverá abster-se de referências a “dressing codes”. Aliás digo isto a qualquer empresa. Se não estão dispostos a pagar o necessário para que as pessoas andem vestidas de acordo com um código qualquer então não devem fazer qualquer tipo de exigências. As pessoas devem ser integradas pelo seu trabalho e não pela sua aparência. sendo que a aparência por se tratar de algo tão pessoal deva ser deixado de fora de tais critérios ou disposições.
sou contra, definitivamente, a tudo o que diga respeito a regras quanto ao que considero ser estritamente individual. Defendo que a forma como estou vestido não influencia o meu pensamento, não me torna mais capaz para o desempenho de uma tarefa ou não me torna mais inteligente.

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Viagem à Madeira (2º Dia)

Às 9:00 horas já se encontrava no local o nosso guia o Sr. Fernando. Hoje a visita á Ilha ia fazer-se pelo lado Oriental em ambos os locais Norte e Sul. O nosso dia começou com a visita ao Jardim Botânico. Um sítio maravilhoso e fantástico. Bem decorado e ajardinado onde podemos constatar um soberbo deleite em indicar às pessoas que as espécies da Madeira estão preservadas naquele local fantástico. Existe para além desse refúgio da flora um parque com mais de 80 espécies de papagaios. saímos dali em direcção ao Terreiro da Luta, um local onde foi construída uma imagem de Nossa Senhora e onde, em forma de Rosário, foram dispostas as pedras de praia ligadas por correntes dos navios afundados no Funchal durante o ataque alemão na Primeira Guerra Mundial. Quer as pedras do rosário, quer as correntes de navio foram carregados até ao local, a pé e à mão por cerca de 300 homens em procissão até ao cimo do monte. Pelo caminho passámos pelo parque ecológico do Funchal. No Pico do Areeiro não conseguimos ver grande coisa porque estava muito nevoeiro. Dali podemos percorrer uma das pequenas rotas mais impressionantes da Madeira que é ir até ao Pico Ruivo (1882m). Voltámos atrás e começámos a descer para o Ribeiro Frio, onde iremos almoçar a famosa sopa de Tomate e Cebola, a Espetada de Carne em espeto de Louro, o bolo do caco e o folhado de amêndoa, mas antes fizemos uma levada e visitámos os balcões que tem uma vista fabulosa sobre o lado norte da ilha uma vista que desce pelo vale até à área de Santana. Depois do Almoço (formidável) fomos em direcção de Santana para visitar as casas tradicionais com telhado de colmo. Este telhado é renovado quase todos os seis anos e a Câmara de Santana patrocina todos quantos quiserem viver desta forma. No entanto, apesar de termos visitado uma casa que supostamente é habitada é um facto que ninguém vive nelas. Com os confortos dos dias de hoje é complicado viver no desconforto de algo que perdura há mais de 220 anos.
Dali seguimos em direcção à ponta Oriental da Ilha. A ponta de S. Lourenço. Esta zona é completamente diferente do resto da Ilha. Uma zona árida, e sem vegetação pese embora o facto de ter chovido e haver algum verde. Depois fomos até Machico que se encontra no fundo do maior vale da Ilha e junto ao mar. De facto trata-se da primeira cidade da Madeira. A cidade onde aportou o primeiro navio de Tristão Vaz Teixeira vindo de Porto Santo. A cidade do Funchal foi a segunda capitania entregue a João Gonçalves Zarco. Subimos depois em direcção à Camacha onde visitámos uma fábrica de cestaria e artesanato local. também aqui que se jogou futebol pela 1ª vez em Portugal. Descemos em direcção ao Funchal para irmos jantar e descansar.

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Viagem à Madeira (1º Dia)

O dia começou por volta das 8.30 da manhã. O nosso guia, o Sr. Fernando tem 67 anos mas é um conhecedor profundo da Madeira e de todos os seus recantos. É taxista na ilha há mais de 40 anos. Para primeira coisa rumámos ao Curral das Freiras. Trata-se de uma cratera habitada escolhida desde tempos remotos pelos primeiros habitantes da Ilha para fugir aos piratas franceses que assolavam as suas costas. Durante muito tempo a sua população viveu isoladado resto do mundo, aliás, como nos foi explicado isso acontecia até há bem pouco tempo. O Governo autónomo da Madeira (e pode ser discutível) tem tentado desenvolver ao máximo estas regiões remotas e recônditas. As principais preocupações estão relacionadas com a Educação e a saúde. Na verdade qualquer freguesia está apetrechada com 1 centro de saúde e uma Farmácia. Também têm escolas… sim, mesmo as mais recônditas. A Ilha vive essencialmente da agricultura e claro, da pesca. O grosso da coluna é a banana que se dá até aaos trezentos metros de altitude e depois outras culturas. A fruta é essencial e depois temos todos os produtos hortícolas, Batata, batata doce, vinha, morangos, trigo, ffeijão verde, cebola, alface, etc…
Como disse a nossa primeria paragem para hoje foi o Curral das Freiras, mas primeiro visitámos um miradouro onde tivemos uma vista fabulosa sobre essa população alcantilada e disposta circularmente dentro do extinto cone vulcânico. Deve ser das últimas povoações a residir dentro de um cone vulcânico e quase se poderá dizer que provavelmente será a única ou a última. Do miradouro até à povoação descemos por uma vereda que nos levou cerca de 1 hora a concluir. Dantes este era o único caminho viavél para entrar ou sair da localidade. Os bens e haveres eram transportados às costas das pessoas, uma ida ao médico obrigava a esse caminho ingreme e custoso. Uma ida ao médico de uma pessoa acamada era feita por quatro homens que se revesavam no transportde de uma rede suspensa num pau que era carregado aos ombros.
Após uma pequena visita à Igreja matriz e ao cemitério podemos constatar que no cemitério existem cruzes pretas e cruzes brancas e que as pretas são mais numerosas que as brancas o que aparentemente podia ser uma mera conveniência de gosto. Na verdade isso tem um significado interessante para os madeirenses. As cruzes pretas são para pessoas casadas e as brancas para solteiras. Inclusivamente para além da cruz branca as pessoas solteiras são enterradas num caixão igualmente branco.. Bebemos um café e seguimos viagem. Rumámos para a costa sul para subirmos a Serra da Água com o sentido de alcançarmos a costa norte. Pelo caminho fomos à Pousada dos Vinháticos e ao continuar a subir parámos no miradouro da Encumeada. dali podemos ver através de um vale de um lado e de outro, o mar Norte e o mar Sul da Ilha. Um espectáculo maravilhoso e interessante dado que dali para a frente iniciávamos a descida para S. Vicente, passando pelo famoso Chão dos Louros e pelas Grutas Vulcânicas.E assim foi. Chegámos a S. Vicente e após uma breve visita rumámos logo directos por baixo de inúmeros túneis e outras tantas cascatas a Porto Moniz onde fomos comer no restaurante Orca as especialidades da terra. sopa de peixe, lapas, filete de espada com banana , bifes de atum com milho e para sobremesa um magnífico pudim de maracujá. Café e licor de maracujá para arrematar. Tudo regado com Quinta da Aveleda dado que o vinho que nos sugeriram de seiçale a garrafa custava 14 euros.Uma maravilha.
Dali seguimos a nossa jornada voltando a atravessar a ilha agora no sentido inverso. Passámos por várias terras e por várias paragens, passando por uma zona planáltica chamada Paul da Serra, descendo depois em direcção da Calheta com duas novas praias com areia de Marrocos. Um sítio formidável onde após termos passado a Ponta do Sol alcançámos a Ribeira Brava. Seguimos dali até ao Cabo Girão, com vistas soberbas sobre a costa sul da Ilha. Um barranco a pique sobre o Oceano com 580m de altura. Seguimos para Câmara de Lobos para bebermos a melhor poncha da Madeira que é feita de maracujá. Uma delícia. Acabámos a nossa viagem no Hotel de onde seguimos para jantar.